Plantas podem ser remédios. Importância da preservação do meio ambiente e das espécies em extinção

Medicamentos naturais

Com a nova onda de desprezo à ciência, à natureza e à preservação do meio ambiente que ganhou força nos últimos anos, fica cada vez mais necessário relembrar a sociedade da importância de preservar plantas que nem mesmo conhecemos a fundo e que podem ser poderosos medicamentos.

O prejuízo da destruição das escrituras Maias, que ocorreu há cerca de 500 anos, por parte dos espanhóis, não pode nem mesmo ser comparado com o prejuízo que a humanidade e toda a natureza sofrem quando espécies da fauna e flora deixam de existir por ação da ignorância humana.

Parte da população consome grande quantidade de medicamentos sem ao menos ter interesse em saber como eles são produzidos e que muitos deles são oriundos de plantas. Por exemplo, alguns dos analgésicos modernos mais potentes são feitos a partir do ópio (Papaver somniferum).  O Anis Estrelado (Illicium verum) contém uma substância que chamamos de Ácido Siquínico, componente que é a base do Tamiflu (oseltamivir), principal antiviral para a gripe suína, causada pelo vírus influenza A (H1N1). A Dedaleira Grega (Digitalis lanata), (não confundir com Dedaleira Branca, que é nativa do Brasil) é a fonte industrial para a produção da Digoxina, uma poderosa droga utilizada no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva (ICC). A aspirina, a primeira droga a ser vendida em forma de tabletes (isso há mais de 120 anos), tem o princípio ativo (AAS) presente no salgueiro (Salix alba). Muitas pessoas, infelizmente, desconhecem o uso medicinal dessas plantas, nem se interessam em saber.  Exemplos de remédios na natureza não faltam e não são restritos à flora.

É de conhecimento popular que os nativos de diversos locais do mundo já exerciam a medicina com a utilização de substâncias naturais, mas, quanto desse conhecimento foi desperdiçado com os genocídios de povos nativos praticados por outros humanos que, mesmo com estes atos de pura ignorância, se autointitulam superiores?

Qual será a quantidade de remédios, que poderiam ser descobertos na fauna e na flora, mas foram extintos devido às queimadas (não só na Amazônia) e a outras formas de desmatamento, e nunca mais serão descobertos? Quem sabe se a ignorância humana já não destruiu algum poderoso medicamento que poderia até mesmo curar doenças como a AIDS e o tão falado COVID-19, também conhecido como coronavírus? Fica a pergunta.

As informações aqui apresentadas são apenas informativas para efeito de reflexão e não substituem o diagnóstico de um médico para o tratamento de doenças.

Referências bibliográficas:

-Felipe Bächtold (21 de Março de 2020). «Desprezo à ciência é grave e pode ser desastroso, diz dom Odilo Scherer sobre coronavírus» (em HTML). Folha de São Paulo. Consultado em 31 de Março de 2020

-ejournalusa, Volume 15 / número 4 (Agosto de 2016). «PARCERIAS PARA ENFRENTAR AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS» (em PDF). Departamento de Estado dos EUA. Consultado em 31 de Março de 2020

-Xavier Nogues e Alfredo López (Julho de 2013). «De Hombres y Dioses» (em PDF). CEAPE. Consultado em 31 de Março de 2020

-Schnirring, Governo do RS (18 de Abril de 2019). «INSTRUÇÕES PARA O USO DO OSELTAMIVIR EM INFLUENZA 2019» (em PDF). CEVS. Consultado em 31 de Março de 2020

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